quinta-feira, 3 de junho de 2010

Com quantos paus se faz uma bajara? Boa pergunta.



Isso eu não sei, mas tenho certeza que suporta tantas situações


Uma bajara, como o coração tem sido uma bajara, frágil e de grande tripulação. E aguentando as fortes ondas, as fortes e velozes embarcações. Não que o coração seja propício a fragelação, não, o coração aguenta todas as dores, ele consegue esconder até no piscar dos cílios dos olhos de quem finge não ver. E o conforto vem de grandes pensamentos, de grandes amigos e de novidades.

E se ver forte como Fernando Pessoa, persuasivo como Drummond, apaixonado como Vinícius de Moraes, realista como Clarice Lispector, intrigante como Cecília Meireles, brasileiro e questionador como Manuel Bandeira, sacárstico como Mário Quintana... Viver meus queridos e acreditar em futuros, isso pluralizado mesmo, porque sempre teremos caminhos duplos, situações contraditórias e compreensões diversas.

Amemos as flores e as idéias loucas, os amigos de ontem, de hoje e os de sempre. Os nascimentos, os aparecimentos, as descobertas. Esquecer? Digamos enganar aos olhos dos outros, esquecer é algo que na morte se faz.

E se tiver medo, olhe para atrás e veja que a bajara do navegante ao lado está mais cheia que a sua, que o peso já apresenta entraves de água. Confie, mesmo desconfiando da sua capacidade e sorria. Você pode ser o bote salva-vidas do colega ao lado.

Ah e se seu presente anda meio complicado pegue o martelo e a madeira e tape o buraco de sua bajara.


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